Encontro Regional de Formação sobre Comunidades Quilombolas e Pastoral Afro-Brasileira

Aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, no Centro de Treinamento Santo Antônio, em Patos, um Encontro Regional com Comunidades Quilombolas e a Pastoral Afro-brasileira. Participaram do evento representantes de Comunidades Quilombolas dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. O Encontro foi promovido pelo Setor Pastoral Social do Regional Nordeste II da CNBB em parceria com a Ação Social da Diocese de Patos e teve como objetivo principal estudar o documento 105 da CNBB que tem como título a Igreja e as Comunidades Quilombolas.

O Padre Jurandir Azevedo Araújo, Assessor da CNBB, coordenou o estudo e ajudou no aprofundamento do tema, a partir da metodologia do Ver, Julgar e Agir. Ele destacou que a Escravidão foi um dos maiores pecados cometidos no Brasil. Ele destacou ainda o importante trabalho de organização e formação das Comunidades Quilombolas que vem sendo realizado pela Ação Social da Diocese de Patos, através do Programa de Promoção e Ação Comunitária (PROPAC).

Ainda como parte da metodologia do encontro, aconteceu uma visita dos participantes a comunidades quilombolas do Município de Santa Luzia que são símbolos da luta e da resistência do povo negro. Na comunidade do Quilombo Urbano do Talhado foi possível se conhecer o trabalho de um grupo de mulheres da Associação das Louceiras que vêm mantendo a arte como memória de seus antepassados e também como fonte de renda. Na Igreja do Rosário, foi destacada a Fé e a religiosidade popular, como elementos fortes na vida e na história das comunidades. Por último, os participantes visitaram a comunidade do Morro de São Sebastião, local que reúne famílias oriundas do Quilombo da Pitombeira, no município de Várzea e quilombo Rural do Talhado em Santa Luzia.

Maria do Socorro Fernandes, da Comunidade Boa Vista dos Negros, município de Parelhas, no Rio Grande do Norte, destacou que a visita a Santa Luzia pode revelar diversos desafios comuns que as comunidades quilombolas enfrentam nos dois estados a exemplo do preconceito e da luta pela conquista dos seus territórios.

Ancelmo Dantas, articulador do trabalho com as comunidades Quilombolas na área de Diocese de Patos, destacou que o estudo do documento 105 da CNBB traz novos elementos que ajudam a aprofundar a história das comunidades Quilombolas e a propor novas estratégias e Políticas Públicas afirmativas como direito dessas comunidades historicamente marginalizadas. Ele destacou ainda que a visita de intercâmbio ajudou a fortalecer os laços de união entre as comunidades e o sentimento de pertencimento a uma mesma causa que busca resgatar a justiça e a dignidade dessas comunidades.

Texto: Pascom Diocesana

Comentários fechados.